SEXO NA PANDEMIA

SEXO NA PANDEMIA

por Ana Luiza Fanganiello

Quando falamos de sexo na pandemia temos dois cenários: um de extremo cansaço e falta de vontade e outro de aumento de vendas em sexshops. Parece um contrassenso, não?  Por um lado as pessoas estão buscando ter mais prazer e se satisfazer, por outro a libido nunca esteve tão baixa.

Uma pesquisa da NBC News americana com 11 mil pessoas mostrou mais de 50% delas se dizem insatisfeitas com a vida sexual depois do coronavirus.

Umas das questões é a falta de confiança sobre contaminação do coronavirus por vias sexuais. Isso não está completamente errado pois pouco se sabe sobre a segurança da relação sexual e principalmente se for com pessoas de fora do seu círculo íntimo. Tanto que a Universidade de Harvad chegou a lançar um guia sobre cuidados para se desfrutar uma vida sexual saudável.

Mas não é só a contaminação. Devemos considerar também o desgaste das rotinas que foram abaladas. As tarefas que aumentaram e mesmo a convivência diária de pessoas em relacionamentos estáveis que acabou interferindo na libido nossa de cada dia.

Não podemos deixar de notar que muitos casais já tinham problemas anteriores e que com a pandemia isso apenas se agravou. A falta de diálogo em casa já existia, o que aumentou foi o tempo de convivência e, em consequência, a percepção sobre o fato.

Nada é estanque na vida e a sexualidade muito menos. Não se prenda a uma sexualidade do passado, sempre temos novas descobertas e belezas nas novidades.

Umas das nossas recomendações é de tentar variar o cardápio de atividades, até mesmo marcar data para curtir um momento de intimidade que pode resultar em sexo ou não. Não se prender ao sexo, apenas aproveitar para se reconhecer e conhecer o outro de outras formas. E também conversar muito com a rede de apoio de cada um já que está difícil para todo mundo. Mas tem como melhorar.

Muitos casais aderiram a formas de adaptação ao momento atual. O sexting (que resultou de sex+texting) foi uma das modalidades mais procuradas como variação, e nada mais é do que o uso da internet para se sexualizar e mesmo ter relações sexualais de forma virtual.  

Cada um vai saber onde seu calo aperta, não é mesmo? Nada como achar o próprio caminho, aquilo que tem a ver com cada indivíduo. Nesse sentido, bato na mesma tecla: busque o autoconhecimento, se respeite e se permita fluir dentro da sua sexualidade. Nada é estanque na vida e a sexualidade muito menos. Não se prenda a uma sexualidade do passado, sempre temos novas descobertas e belezas nas novidades. Ter um jeito próprio não significa uma busca solitária: converse com as pessoas, faça terapia -tudo ajuda a criar novas redes de apoio.

Ana Luiza Fanganiello (@anafanganiellopsi) integra um coletivo que produz o podcast coletivo ser, o Instagram (@coletivoser) dão aulas juntos e tem também o site do coletivo. “O podcast é voltado para pessoas que queiram saber mais sobre sexualidade. Somos dois psicólogos, dois psiquiatras e uma ginecologista, a gente se juntou a partir da academia para passar informação de qualidade sobre a sexualidade, falamos sobre tudo, educação sexual, trans, sexualidade na maturidade, chamamos convidados, o último falou sobre saúde da vagina, dura uma hora”. Todos os podcasts antigos estão à disposição na Apple play, no Spotify, no youtube, COLETIVO SER, “é para todos os públicos, se não tiver lá, pede e a gente fala a respeito”.

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