SEM LUCRO MAS COM MUITOS GANHOS

SEM LUCRO MAS COM MUITOS GANHOS

por Luciana Monteiro Portugal 

No mesmo mês do Dia Mundial do Meio Ambiente e do Dia de São João celebramos, no Brasil, o Dia dos Namorados. Posso arriscar que é unânime a opinião de que a data seja comercial. Mesmo assim, me interessei em pesquisar a sua origem.

Por aqui ela de fato surgiu na tentativa de salvar um mês de baixas no comércio e por isso junho foi eleito. O 12 também foi propositalmente, pois coincide com o dia anterior daquele atribuído a Santo Antonio, o santo casamenteiro. E parece que deu certo. Junho é um dos meses mais promissores para os comerciantes e na mesma onda, restaurantes se alegram. Lotam com menus especiais e preços que não ficam atrás. Mas por que então países europeus, norte americanos e mesmo africanos e asiáticos comemoram a data em fevereiro?

No Império Romano, em meados de fevereiro acontecia a Lupercália, evento em comemoração à fertilidade e chegada da primavera durante o qual rapazes sorteavam de dentro de um jarro o nome da moça que seria sua companheira no festival. Muitos casais acabavam se apaixonando e depois casando. Porém, com a força que a igreja católica foi ganhando na região, a ideia do catolicismo passou a ser erradicar festas pagãs surgindo, assim, uma nova tradição para o mês dos namorados.

São Valentim foi um padre romano condenado à morte no século III por contrariar as ordens do imperador que havia proibido a realização de casamentos por acreditar que homens casados não eram bons soldados, já que se preocupavam demais com suas famílias. 

Entretanto, o padre Valentim, crendo que o casamento fazia parte dos planos divinos, continuou a celebrar matrimônios. Quando preso, antes de morrer, diz a história que ele se apaixonou pela filha de um carcereiro e começou a escrever cartas para ela tendo assinado, na última, “do seu Valentim”.

Quando reconhecido como santo, já no século V, e como símbolo dos apaixonados, em 14 de fevereiro ficou instituído o Dia de São Valentim.

Sou uma entusiasta do amor e das diversas formas de amar, porque acredito que o amor constrói. Além disso, inspira poetas e compositores. Traz calma e cura! Será? Nem para todos e todas.

E para elas existe uma Associação que cuida do amor. Ou das mulheres que amam demais. 

O borderline, que traduzido do inglês significa aquilo que delimita uma fronteira, quando tratado como adjetivo é hesitante e incerto. Para a medicina é uma doença psicológica que causa transtornos de personalidade, reunindo uma série de comportamentos considerados inadequados do ponto de vista amoroso atingindo, em sua maioria, mulheres.

A angústia intensa sofrida durante um relacionamento, segundo a Sociedade Brasileira de Psicologia, é o que acomete de 1% a 6% da população mundial.

Como o borderline é tratado como um distúrbio que afeta a neuroquímica cerebral, é indicado o acompanhamento psiquiátrico para a administração de antidepressivos e estabilizadores de humores.

Em 14 estados brasileiros as mulheres que amam demais e de uma maneira nada saudável podem contar, anonimamente, com o Grupo MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas, que realizou sua primeira reunião em 1994 em São Paulo, mas fundado oficialmente numa paróquia, no Rio de Janeiro, em 1999.

Uma irmandade laica e apartidária, que não cobra qualquer tipo de taxa ou mensalidade, o grupo MADA é baseado no livro da terapeuta conjugal e conselheira pedagógica norte-americana Robin Norwood, ‘Mulheres que Amam Demais’, e adaptado ao programa de recuperação de 12 passos e 12 tradições de Alcoólicos Anônimos. Mulheres que desejarem evitar qualquer relacionamento destrutivo, basta comparecer a uma reunião.

O site da irmandade, além de todas as informações práticas e necessárias, ainda ajuda a identificar uma MADA, revela os 12 passos que auxiliam na recuperação e as 12 tradições que mantêm o grupo unido, também indicando literatura adequada.

“Amo como o amor ama/Não sei a razão pra amar-te mais que amar-te/Que queres que te diga mais que te amo/Se o que eu quero dizer-te é que te amo?” (Fernando Pessoa)            

Luciana Monteiro Portugal, na foto mostrando a camiseta da campanha (Ig@lumonteiroportugal FB e LinkedIn Luciana Monteiro Portugal Gomes) é advogada por formação e voluntária por opção. Quinzenalmente divide conosco sua experiência no terceiro setor e mostra que doação compreende mas vai além do dinheiro, pode-se doar tempo e habilidades

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