SE REINVENTAR, QUANTAS VEZES PRECISAR. SÓ NÃO PODE PARAR.

SE REINVENTAR, QUANTAS VEZES PRECISAR. SÓ NÃO PODE PARAR.

Quando prometi um artigo a Angela, combinamos que eu falaria sobre a minha transição de carreira de advogada para gestora no terceiro setor, aquele das chamadas ONGs. Não rolou, porque não escrevi. Mas agora foi. Já em outro momento de vida, e com enorme prazer!

Advogada por formação, voluntária por opção, esta segunda ocupação é a que me dá maior prazer e oferece uma verdadeira realização. Quero sempre mais! Então não sou ‘a advogada que virou suco’, um jargão que usamos quando um dos colegas decide mudar de vida e abraçar uma profissão mais suave, em contato com a natureza, como vender suco na praia, mas de tributarista, me transformei em gestora de organizações do terceiro setor.

Conselheira de duas associações voltadas à saúde e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, durante um triênio presidi, voluntariamente, uma destas entidades. Através dessa experiência, me candidatei a uma vaga de CEO de uma organização internacional. Trabalho remunerado. Passei no processo de seleção que incluiu uma sabatina de cinco entrevistas, sendo uma delas internacional, e aos 46 anos de idade, mãe de dois filhos – 18 e 12 anos -, e casada há 21, realizei um sonho. Ou mais um sonho! Time e projetos para dirigir, calls e zoom intermináveis, duas viagens internacionais e os crescentes desafios das organizações sem fins lucrativos.

Agora, já com 47, de volta à minha casa, não mais CEO, mas ainda conselheira voluntária das associações sem fins lucrativos e membro da Comissão de DH, decidi abraçar a causa contra a violência doméstica; o feminicídio. Novo projeto, novas pessoas, novas leis para estudar e diversos artigos para ler. Ressurge a Luciana advogada, com uma live no currículo e uma cartilha novinha saindo do forno, ensinando as empresas como ajudarem suas colaboradoras vítimas desse crime perverso.

Porque sou assim: dinâmica. Minhas paixões, além dos meus filhos e familiares? Gente; muita gente. Meus amigos. Música, filmes e livros completam a lista e melhor se lidos durante uma viagem regada a vinho e boa culinária. E sim, pratico esportes. Ao final de todo dia agradeço e peço sempre saúde. Na verdade, eu peço mesmo é pique. Pique para me reinventar, quantas vezes forem necessárias. Eu gosto mesmo é de viver!

Luciana Monteiro Portugal

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