Racing lifestyle

Racing lifestyle

“A adrenalina na minha vida é quase uma necessidade, pois são breves momentos nos quais não penso em nada a não ser na atividade que estou praticando naquele momento. Isso se aplica à motovelocidade e à sua variável, supermotard. Mas tem mais, surfar tubos perfeitos também me proporciona essa sensação limite de muito prazer”.

André Monteiro vive em velocidade mesmo quando, na sua agência de live marketing, está planejando uma campanha gigante ou acompanhando a esposa num jantar romântico, dividindo gargalhadas com o pequeno Pedro, discutindo um investimento com o pai, filosofando sobre a vida com a mãe ou fazendo uma visita à avó.

Ele vive sobre duas rodas, vai trabalhar de scooter, reconhece ser bem sucedido na profissão, que considera extremamente desgastante, estressante e responsável por consumir a grande parte do seu “precioso” tempo.

O André é bonito, simpático, inteligente, fala,
escreve, trabalha, viaja, pilota, surfa, pensa, sente.
Tudo isso muito bem.  Ótimo filho,
um paizão e um amigo como todo mundo quer ter.
É um perennial em alta rotação. 

“A tal maturidade chega, ou pelo menos assim me disseram, sem avisos ou recados prévios, trazendo consigo uma pesada carga de responsabilidade, nem sempre acompanhada de uma cerveja gelada ao lado dos velhos amigos em uma mesa de bar. O casamento, por sua vez, está entre as três melhores vidas do mundo, perdendo apenas para a vida de solteiro e de morto. Ainda assim, me presenteou com uma benção divina chamada Pedro, cujo sorriso se tornou a razão do meu viver”.  

Considera que o conjunto da cultura brasileira somado ao estilo paulistano de vida acabam nos obrigando a dobrar o turno e reconhece que, no seu caso, eleva ainda mais o nível de desgaste diante da necessidade de construir patrimônio para “garantir o futuro dessa luz divina de amor imensurável que leva nosso sobrenome”.

As válvulas de escape se apresentam obrigatórias e ele as reconhece nas atividades que “provocam plena excitação em meu espírito”. Consciente da satisfação que esses momentos proporcionam, diz que, se pudesse, passaria o resto da vida sobre duas rodas mundo afora ou ainda surfando na Indonésia, Havaí, México e afins. 

Indiscutivelmente perennial, nasceu sabendo o que queria. “Carrego essas paixões desde minha feliz e irretocável infância, da qual tenho muita saudade. Ganhei minha primeira prancha aos 6, seguida dois anos depois da primeira motocicleta, uma cinquentinha que me fazia furúnculo na bunda por não querer sair um minuto de cima dela. Eram seguidos tanques de gasolina misturada com óleo 2 tempos, que meu pai e eu comprávamos nos postos do Litoral Norte de São Paulo e deixávamos estocado em galões de 20L que eu secava rapidamente”.

Cita, entre tantas “curvas de prazer”, a viagem pela Rota 66 na companhia do seu “querido e amado pai” e o passeio ao lado da esposa pelas Serras Gaúchas e Catarinenses, atravessando a fronteira do Uruguai para então visitar Puntal del Este, Colônia do Sacramento e algumas vinícolas de Montevideo. 

Ao explicar o que lhe injeta ânimo para seguir em frente ressalta o prazer desses hobbies aliados à companhia da família. Dá como exemplo um treino de corrida e procura destrinchar o significado desse prazer como algo que exige uma concentração plena e foco total nas técnicas exigidas. “É um dia que tiro exclusivamente pra mim, buscando me desligar ao máximo dos problemas e influências externas. Saio de alma e energias renovadas para então retomar minhas atividades cotidianas”.

Para responder se vale a pena brincar com coisa séria, ilustra sua consciência e diz que “nem tudo são flores e algumas placas de titânio fazem parte da vida de qualquer piloto. Destaque para o sinistro encontro com o muro de Interlagos em 2015, que por muita sorte não me privou de continuar desfrutando dos prazeres da vida. Espero ter muitas fichas de continue para manter meu racing lifestyle“.

Não importa quantos anos o André tem. Para ele, a idade pouco significa.

Prima Classe Live Marketing

2 comentários sobre “Racing lifestyle

  1. Por que a válvula de escape tem que ser sempre leve? A ideia de procurar algo que exija concentração é ótima para desligar daquilo que queremos esquecer por um dia ou algumas horas. Adorei! Deve ser de família viver a vida tão intensamente!

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Olá, quero seguir o seu blog.