Que tal um carinho?

Que tal um carinho?

Já pensou em comer um bombom pelo puro prazer e não simplesmente para apagar mágoas e engordar mais um pouco?

Afinal, a realidade é mais que suficiente. Não precisamos ainda ficar achando a cada dia um defeito novo em nós mesmos, uma nova dor, mais um medo. Sugiro um olhar no espelho mais amoroso, ouvidos e braços abertos para quem quer nos fazer bem, mais disposição para viver de um jeito que nos agrade simplesmente.

Assim, por exemplo, uma campanha de amor-próprio já!

A começar por Exercício é remédio que o ortopedista e médico do esporte Paulo Kertzman contextualizou a partir de uma pesquisa com seis mil pessoas maduras e que comprova os tantos benefícios do exercício físico e os tantos estragos que a sua falta faz.

Ou então um afago na alma com as criações do artista plástico chileno Guilhermo Lorca, que a Patrizia Scarpa descobriu e chama de  “jovem-velho artista, uma das mais instigantes e belas expressões artísticas desta nova geração”. 

Tem também uma análise muito bem sacada que Denise Fracaro faz sobre a manipulação. Com seu jeito engraçado para tratar de coisas sérias, começa com um “manipuladora, eu? nananinanão!” para dizer que homens também lançam mão do expediente, que pode fazer seus estragos independente do gênero do manipulador.

Reinaldo Stuhlberger traz Stefan Zweig mostrando que a mulher de Luís XVI não achava que a vida se resumia a brioches. Em Maria Antonieta, uma mulher comum.

Finalmente, um soco no estômago de todos nós, os sem-teto, abordados com compaixão e discernimento no Plano B de Mariano Lucente.

Só nesta edição do Perennials Forever temos assunto suficiente para reconhecer nossas próprias qualidades, algumas até incríveis em meio àqueles pequenos detalhes que estão aí para provar que a perfeição é o resultado de imperfeições bem-trabalhadas.

ângela cassiano

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