Minha vida antes e depois da bicicleta

Minha vida antes e depois da bicicleta

Maria Augusta Mahfuz faz ciclismo há 20 anos, adora pedalar, tem sua vida em boa parte balizada pela atividade mas nunca tinha parado para pensar em todos esses benefícios.

“A bike mudou a minha vida. Pedalar é uma maneira deliciosa de conhecer o mundo. Fiz novas e ótimas amizades, voltei a me unir a minhas primas queridas, descobri o exercício que tenho prazer em fazer e isso me deu condicionamento físico. Todas as provas de bike que já fiz foram desafiadoras para mim mesma. Fui empreendendo as minhas conquistas, superação, melhorei meu humor. Acho mesmo que ela ajudou a trabalhar a minha ansiedade, confiança, auto-estima”.

Pensa mais um pouquinho. “Essa conversa está me estimulando e eu estou gostando. Tem coisas que a gente nem realiza. E depois que você me cutucou é que eu fui perceber quanta coisa boa a bike me trouxe”. 

Casada com o também perennial Cadu, com quem se relaciona desde a oitava série do colégio, um vai empurrando o outro e acabaram construindo uma vida normal mais que especial.

Em 98 um primo falou para o casal sobre uma viagem de bike. Ele foi o primeiro a se entusiasmar. Os dois embarcaram, ele continua até hoje por fun, mas foi ela quem levou a sério. Nunca mais pararam. 

A bicicleta não era moda, especialmente para mulher, nem pensar. E a Maria Augusta não era nenhuma esportista. Fazia exercício porque tinha que fazer algo, “pra não engordar” e ponto. Até emblemático, fazia ginástica com a Ala Szerman na Rua Teodoro Sampaio.

Quando resolveram fazer a viagem, nem bicicleta tinham. Compraram uma simples. O Cadu foi sempre o seu grande incentivador. Foi ele que encontrou um professor para ela, comprou uma bike melhor, até hoje dá a maior força. Inclusive, sua preocupação também se estende às duas filhas, no sentido dos pais darem exemplos para uma vida ativa, saudável.

Hoje todos pedalam, fazem exercícios, outros esportes e acabam, também por isso e pelo espírito que se cria no conjunto, se aproximando mais.

“Agora mesmo foi meu aniversário de 60 anos e fomos os quatro fazer uma viagem de bicicleta no Death Valley, na Califórnia. Valeu tanto a pena que, no fim do ano, resolvemos repetir a dose mas, dessa vez, com os namorados também”.

Esse jeito de curtir se estende ao jeito de ser. “Somos independentes, ninguém é apavorado na família”.

Mas a coisa vai indo além do âmbito familiar. A Augusta é dona da Touché Bebê, marca de roupas infantis que recebeu um forte impulso de “modernidade tecnológica” com a vinda da Guga, uma das filhas, para o negócio.

Como não poderia ser diferente, dão o maior apoio às funcionárias que queiram correr, participar de provas. Além do exemplo das próprias donas, a empresa paga as despesas de todas as que quiserem competir. Na última prova, correram mais de dez funcionárias da confecção. 

Uma delas emagreceu e ficou super em forma com o estímulo da corrida, outra treina toda sexta com a Augusta, outra ainda a chama de “pat”, jeito carinhoso de se referir a uma “patroa” ciclista!

Não importa quantos anos a Maria Augusta tem. Para ela, a idade pouco significa.

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