SER ALEGRE É MELHOR QUE REZAR

SER ALEGRE É MELHOR QUE REZAR

Recebi hoje mais um das dezenas de vídeos com médicos alertando sobre a gravidade da pandemia e as medidas necessárias como máscaras, distanciamento, higiene. Um deles chegou a dizer que mais importante do que fazer o que pediam era divulgar o vídeo (será?). Quase saí divulgando. A tempo, consegui me segurar. Todo mundo já sabe o que tem que fazer e, se tem alguma consciência, já está fazendo.

Apesar de continuar seguindo as orientações desde o início, fiquei pensando o que mais poderia fazer por mim, pelos meus próximos e por todos. Manter a frequência alta para não ficar vulnerável é importante mas nem sempre simples de conseguir só pela abstração.

Pensei na alegria que nasceu comigo e é minha companheira de vida. Mesmo assim, às vezes dá uma escapada. Quando isso acontece, faço uma forcinha e ela volta. Rezar, meditar, ficar em silêncio… tudo é bom. Mas ser alegre é melhor.

Nada a ver com ficar rindo 24 horas por dia. É uma decisão de pegar mais leve, virar o rosto pro outro lado, reclamar menos, fazer o melhor possível dentro do possível. 

Também na pauta, Mariano Lucente reflete como podemos contribuir com a grande e necessária reforma quando a pandemia passar. Ele alerta para que, de uma vez por todas, paremos de achar que a solução está sempre na mão dos outros. Afirma que somos parte disso tudo e que temos nossa lição de casa a fazer já!

Reinaldo Stuhlberger lembra da sua primeira viagem à Europa, divide com um amigo as marcas juvenis então recolhidas em Genève e comenta O enigma do quarto 622 de Joel Dicker, que acontece na cidade suíça. 

Patrizia Scarpa nos presenteia (mesmo!) com o curta de animação Umbrella, o único brasileiro da categoria a disputar o Oscar de 2021. Em poucos minutos uma avalanche de experiências e sensações de toda uma vida afloram na tela realçando a convicção da força do amor como a mais poderosa ferramenta de sobrevivência humana.

Por fim, e para deixar todo mundo morrendo de vontade, Maria Emília Cunali provoca com o requinte e a elegância de um bar de champagne, o Le Cru, em Viena.

Ainda sobre o que mais fazer além das luvas e da máscara e que suavize um pouco esse horror que estamos vivendo, lembro que há anos, ao acordar, me proponho explicitamente a fazer o meu dia valer a pena. E isso é impossível sem alegria.

ângela cassiano

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