Ela tem a idade da alegria

Ela tem a idade da alegria

Vera Simão nasceu trabalhando. Foi professora, modelo, especializou-se em cerimonial e eventos, área em que se tornou empresária e fez escola até idealizar o CASAR, que acabou sendo a mais famosa feira de casamento do Brasil. Com sua personalidade marcante, não passava em branco onde quer que aparecesse e nem sempre deixava rastros muito leves. 

De repente parou de levar a vida tão a sério, amaciou, dobrou a cintura e caiu na dança. A empresária durona pôs um sorriso na boca e não tirou mais. Hoje não quer outra vida, dança rigorosa e alegremente duas vezes por semana e se sente ótima. Se precisa interromper a melódica rotina, “vira bicho”, se acha estranha, fica pesada, quase de mau humor.

Dois anos atrás, para o seu aniversário, fechou uma casa noturna, reuniu amigos queridos, vários bailarinos profissionais, escolheu pessoalmente a trilha sonora e dançou das oito da noite às três da manhã. A pista não ficou vazia a noite toda e todos se lembram dessa festa até hoje.

“O que foi natural na minha adolescência, hoje é tratado como cura pela medicina ou arte de bem-viver. Dançar era o programa de todo sábado, dançar “cheeck to cheeck” era a primeira oportunidade de tocar a paquera -mão na mão, rosto no rosto”, lembra Vera.

“Eu sempre fui apaixonada por música e por dança –muito magra e alta, tinha o dom, era um pé de valsa. Há três anos resolvi juntar o útil ao agradável e unir saúde e prazer, voltando a dançar semanalmente”.

Conta que, com a força que a dança vem ganhando nas academias, resolveu fazer uma aula para ver se a antiga habilidade ainda estava lá. Resultado: se tornou aluna frequente!  Ela diz que quando começa a música e eles dão os primeiros passos, outras alunas ficam observando, talvez pensando se deixam a vergonha de lado e se atiram sem medo. Poucos são os que se atrevem.

“O meu convite é que entrem e venham se divertir. Acredito que todos podem dançar, alguns já nascem com talento e ritmo, outros podem adquirir, assim como em qualquer tipo de esporte. Mas é preciso dar o primeiro passo”.

 “Eu voltei a ficar louca pela dança. Adorooooo dançar! Fico cheia de energia. O meu interesse voltou exatamente pelo incentivo e animação dos meus professores da academia. E fui além, tive a sorte de encontrar profissionais altamente qualificados que se propõem a apresentar e nos acompanhar aos bons lugares -mais do que professores, se tornaram amigos de dança”.

Vera enumera vários lugares para se dançar de parzinho na cidade. “É uma outra São Paulo que estou conhecendo. A chamada Selva de Pedra nos oferece noites incríveis, é só buscar o que te faz bem, ter coragem para dar o primeiro passo e rodopiar na pista”.

Além das aulas na academia, ela dança salsa e bolero duas vezes por semana. “Dá para imaginar? Volto para casa com tanta adrenalina, serotonina e todas as “inas” que fico energizada por dias. Nessas noites que me entrego à dança revivo sensações de uma época mais simples e descomplicada da vida –a de sair para dançar e ser feliz naqueles momentos rodopiantes. A dança virou um alimento para a minha alma. E o melhor, mantém o corpo e a mente saudáveis e não engorda!

Não importa quantos anos a Vera tem. Para ela, a idade pouco significa.

Um comentário em “Ela tem a idade da alegria

  1. Adorei a história da Vera Simão, e compartilho com ela que a música e a dança levam nossa alma para o que é mais belo e leve na vida.

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Olá, quero seguir o seu blog.