CORAGEM PARA ROMPER BARREIRAS

CORAGEM PARA ROMPER BARREIRAS

Dava a impressão de que toda vez que eu ia botar a mão no pote de ouro no final do arco-íris, alguém puxava o meu tapete… 

Paulistano de origem italiana à antiga, o engenheiro Mariano Lucente sempre viveu nos conformes. Muito apegado à família, perdeu o pai aos 11 anos, o que uniu ainda mais mãe e filhos. “Conseguimos, fomos vitoriosos cada um em seu caminho”. 

“Grande parte de minha existência vivi dentro dos costumes tradicionais e familiares. Almoços aos domingos com toda a família reunida na casa de minha mãe, participação nas festas familiares (ai de nós se não pudéssemos estar presentes) e claro, junto aos parentes nos eventos tristes e inevitáveis.

Não me casei formalmente e dentro dos padrões esperados em meu ciclo mais próximo e confirmo até hoje a felicidade de ter encontrado a pessoa certa para viver ao meu lado. Nosso amor é a forma mais forte de nos manter juntos”.

Ele conta que teve ótimas oportunidades profissionais e que, durante o seu percurso, teve erros e acertos com os quais sempre procurou aprender e crescer em cada situação.

Apesar das boas chances e indiscutíveis vitórias foi a vida empresarial (quando foi patrão e não empregado) que mais turbulências provocou no seu desenvolvimento. E foram elas as responsáveis por uma quebra de paradigma nada fácil mas propulsora de uma grande e corajosa virada que mexeu com Mariano na sua essência.

Reflete que desde pequeno se sentia mal ao ter que encarar certas situações ou lugares que frequentava. Diz que na verdade era a necessidade de tentar entender o que estava acontecendo na sua vida que o impulsionava.

“Eu fazia tudo seguindo uma programação normal, com decência, dentro das regras enfim e as coisas não davam certo… dava a impressão de que toda vez que eu ia botar a mão no pote de ouro no final do arco-íris, alguém puxava o meu tapete… não era só dinheiro, era dinheiro, tranquilidade, felicidade, alegria de viver e eu era obrigado a recomeçar tudo de novo”.

Mariano nasceu e cresceu católico e sempre procurou seguir os ensinamentos dessa religião com a qual se sentia bem. Apesar disso, ressentia que “algo faltava e que alguns dogmas da igreja não estavam de acordo com os meus pensamentos”.  

Diz que continuou buscando preencher essas lacunas. Um dia recebeu uma bênção e passou a descobrir o espiritismo. Na verdade, sentiu-se inclinado, começou a gostar. Mas enfrentava todas as barreiras do seu meio, preconceitos que viviam antes de tudo dentro dele próprio. “Me sentia traindo minha religião. Como, de formação católica, eu estava frequentando instituições espíritas?”.

“Foram os tombos que eu tomei que me fizeram refletir cada vez mais, as angústias, as incertezas… não foi uma simples passagem, atravessei a rua…

Tantas barreiras existiram, várias tentativas de aproximação e sempre, por um motivo ou outro, dava um bloqueio, eu voltava e não dava continuidade…”.

“Alguns fatos desagradáveis principalmente do lado profissional foram me tornando um cara cada vez mais pra baixo, chateado, rancoroso e aí fui conversando com pessoas e, principalmente as que frequentavam o espiritismo, me recomendavam que eu deveria procurar, desenvolver, estudar. Foi um caminho demorado a percorrer”.

Diz que as barreiras existiram e existem até hoje e que ele tinha receio até de contar que estava frequentando as reuniões. Sentia que as pessoas o olhavam de forma estranha. Ele insistia mas sem se levar muito a sério. Primeiro as palestras, depois um ciclo de assistência, algo mais regrado. Mas, “incrível pois sempre acontecia alguma coisa que me fazia desistir no meio do caminho. Ora motivo profissional ora a saúde de alguém ou outro problema e, mais uma vez, eu rompia com aquele processo. Depois de muita insistência e muita vontade eu consegui dar início a um trabalho efetivamente mais aprofundado na área do espiritismo”.

“Tenho aprendido muito, principalmente no caminho de minha reforma interior. Quebrei um paradigma e adotei o seguinte lema: ser católico é minha religião e ser espírita é minha doutrina de vida”.

“Hoje sou uma pessoa mais tranquila, menos ansiosa, sabendo aceitar mais as pessoas e os fatos e entendendo sempre que existe um “para que” estamos passando as situações. Acredito que estamos trilhando um grande caminho onde várias viagens já foram realizadas e muitas outras ainda serão feitas”.

“É um processo de constante aprendizado e evolução. Recomendo que, cada um dentro de sua crença, procure algo que reforce a sua fé. Devemos acreditar numa força maior. Quero continuar nesse caminho e poder ajudar meus familiares, amigos, a mim e principalmente àqueles que não conheço. Essa é a verdadeira missão. Que Deus permita e que assim seja!

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