Aprender me mantém viva

Aprender me mantém viva

Viver bem é fazer o que a gente gosta.
Quando isso acontece, é claro que se faz bem.

Artista plástica, restauradora, manequim, executiva de moda e diretora de arte de TV, a italiana Ambra Triolo tem dois pilares de conduta que a acompanham por toda a vida: só faz o que gosta e não para de estudar.

A jovem que um dia se viu gordota e resolveu fazer regime mostrou logo de início a que tinha vindo. Emagreceu, tornou-se modelo, desfilou muito, fez sucesso. Quando decidiu trabalhar com moda, deixou escola na Hoechst e na Rhodia, as duas grandes da época. Ela é assim: tiros certeiros, marcas firmadas. O seu cabelo lisinho, Chanel e franja, passou por uma única alteração ao longo do sempre, de vermelho cebola para branco branco com uma mechinha, fina e comprida. Essa sim, vermelha!

Casou-se uma única vez na vida mas, como tudo o que viveu, foi por um enorme amor. Quando acabou, acabou. E ela nunca mais quis reviver a experiência. Encontrou paixões diferentes, nas quais mergulhou.

“Acho que a minha vida é tão boa porque acredito na sorte e sou uma pessoa sortuda. Por que, não sei. Mas sou! Deus me manda isso. Tive pais maravilhosos, cresci num país onde a língua era o francês, em casa falava italiano. Falo seis línguas”.

Orgulhosa das chances que teve na vida, do nascimento no Egito até os quase 9 anos, quando o trio -ela e seus amados e amalgamados Lello e Agnese- se mudaram para o Brasil.

Conta que, quando jovem, por não ter que arcar com o próprio sustento, pôde se permitir selecionar o que fazer e, como consequência, tudo acabava dando mais certo. “Literalmente as coisas me caem do céu -reforça- mas eu ajudo, eu faço acontecer, faço com que esses ganhos existam, persistam!” 

Exemplo disso, quando chegou meio de susto na televisão, no setor de produção e na certeza de que iria trabalhar com moda e se descobriu perplexa na produção de arte. “Não tinha ideia do que poderia ser aquilo. Mas me joguei de cabeça e, já na segunda emissora, era Diretora de Arte. Consegui fazer bem porque faço tudo bem, mais do que qualquer outra razão, porque faço por prazer. Se não for por prazer, não fico. Não faço o que não gosto”.

Para ela, viver bem é fazer o que quer, o que sente e está no coração. “Um luxo, sem dúvida, reconhecer o que gosto e poder fazer, isso me faz sentir bem, me distrai, me descontrai”.

Perennial de carteirinha, conta que na sua vida a mesmice não existe, não tem nada a ver com ela. Diz que desde criança nunca foi uma enquadrada na idade, na moda ou nos modismos. “Nunca fui, agora mesmo é que não seria. É isso que faz a vida valer a pena, estar feliz, buscar o nosso próprio caminho, saber como tornar a vida boa”.

Essa trilha pessoal levou-a a estudar cada vez mais. “Faço um curso atrás do outro, cerâmica, escultura, muita coisa de história da arte. Agora é o barroco mas estou sempre atrás das novidades de restauro que me atualizam. Estou pensando em cursar História como ouvinte, sou muito interessada no que os outros fizeram e nos deixaram porque somos uma soma do que já foi ontem, do legado das pessoas que passaram”.

A sua última invenção foi a Itália etrusca, percurso que pesquisou e idealizou passo a passo para dar consistência a um curso de arte tumular que fez no Museu de Arte Sacra. Em Tarquinia, descobriu que eles estão abertos a permitir estágios para voluntários e já está considerando a hipótese.

“Como diz a minha amiga Angioletta, pintando, bordando e vivendo. E, claro, aprendendo sempre porque a cada dia que nasce há sempre alguma coisa para se aprender”.

Não importa quantos anos a Ambra tem. Para ela, a idade pouco significa.

3 comentários sobre “Aprender me mantém viva

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  3. Fiquei encantada com o que li sobre a Ambra. Pessoa totalmente envolvida em viver e aprender.
    Ela se joga e vai…. se inventa e reinventa. Perfeito exemplo de vida! Parabéns!!

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Olá, quero seguir o seu blog.