Afinal, quem são os perennials

Afinal, quem são os perennials

O nosso PERENNIALS FOREVER acaba de completar três meses de vida mas já  mostra que chegou para ficar. Atraiu conteúdo e interesse suficientes para formar uma pequena comunidade, a nossa sanga, como chamo carinhosamente. Gerou um fluxo de conversas e troca de informações que dá a impressão de existir há um bom tempo. 

Desde o início fui sondada para palestras sobre os perennials e os temas de que trata o blog. Mais recentemente, temos conversado sobre a intermediação de grupos de discussão a partir de apresentações menos formais em encontros específicas. Até mesmo em festas de aniversário que reúnam pessoas -nesse caso, mulheres (sempre elas!)- com propostas diferenciadas. É claro que isso tudo está me deixando envolvida, encantada até, e cheia de ideias. 

Achando que a coisa vem dando certo, pusemos no ar algumas campanhas para aumentar o nosso público que é e será sempre segmentado. Algo próximo de qualidade em vez de quantidade. Essas iniciativas também estão respondendo de forma positiva, o que demonstra que o mundo online convive prazerosamente com bom conteúdo e textos mais aprofundados.

Daí a razão desse resumão sobre o nosso blog, tema e propostas. Vamos fazer com que todos se sintam em casa, informados sobre a nossa trajetória até aqui, de forma a crescermos juntos a partir de então.

Curiosidade, alegria, vivência e disposição para saber cada vez mais e viver melhor, fazer de todo momento uma razão para vitórias possíveis e uma existência que valha a pena a cada dia: esses são os “meus” perennials!

O termo perennials surge nos Estados Unidos no final de 2016, segue para a  Inglaterra e se dissemina rapidamente pelos lugares mais antenados entre os intelectuais. 

Chega aqui em meados do ano passado, impulsiona uma robusta plataforma voltada ao mundo de negócios (perennials.com.br) pelas mãos do Francisco Madia; um arejado podcast, As Perennials, a partir de Minas Gerais voltado a um universo feminino; e o nosso blog perennialsforever.com.br, que chega chegando cheio de energia.

Quando comecei a estudar o tema, fiquei envolvida por me sentir absolutamente identificada com essa gente saudável e independente de grilhões e fórmulas prontas. 

Mas assim que o termo começou a chamar a atenção, surgiram vários teóricos sociais com teses das quais discordo a exemplo de os relacionar apenas a mulheres acima dos 40 ou taxá-los como “geração perennials”. Eu brinco dizendo que isso é tudo o que não são

Alguns chegam a fazer listinhas de qualidades e levantam tantas características positivas que acabam fazendo os perennials parecerem pessoas perfeitas, que todos devem se esforçar para ser. Disso, então, discordo total!

Em função do blog e também de estar sendo cotada para as palestras e bate-papos -e mesmo não gostando de devaneios especulativos- acho que devo dizer como vejo os que formam a “minha” sanga e o “meu” universo.

São pessoas que não estão presas à data em que nasceram e não estão rotulados por uma geração A, B ou C. “Fora da gaveta”, eles não precisam pensar, agir ou se comportar seguindo padrões pré-estabelecidos de fora para dentro.

São protagonistas da própria vida, livres para se olhar no espelho, gostar ou não do que estão vendo e mudar o rumo até então trilhado, virar a mesa e dar a maior guinada ou simplesmente trocar o corte de cabelo ou a marca do carro. Tudo isso analisado e decidido de dentro para fora.

Não concordo com as receitas de vida boa ou comportamento correto. Eu os vejo aproximados pela atitude, pela inquietação, pela independência e pelo querer. Todo o resto são decorrências, graças a Deus moldadas pelas individualidades.

Tudo junto e misturado fazendo com que a história de um cutuque o outro, não para ser imitada mas para ampliar horizontes; fazendo com que o maduro moderno seja uma espécie de mentor para os jovens e que esses impulsionem os mais velhos com energia, novos vieses, sabedoria corajosa.

Assim é que o blog transita entre pessoas comuns que ilustram esse jeito de ser e que se mexem para fazer a vida valer a pena. Traz sugestões de filmes, séries, músicas, palestras, cursos e livros que enfoquem a infinidade de caminhos que a vida oferece ou que possam ser inventados em busca de se viver melhor. Apresenta vídeos com teorias próprias para o bem estar do corpo, da mente ou do espírito. 

Conta a história da Vera que encontrou a profissão dos seus sonhos depois de avó, da Ambra que estuda sem parar para se sentir viva e do André que leva a adrenalina ao máximo no motociclismo ou no surfe para equilibrar o desgaste da vida diária. Mostra que o Eduardo refez a vida que parecia acabada ao encontrar um novo amor e traz a Valentina que, aos quatro anos, quer uma vida sem regras. 

Enfoca a Andrea que se inspirou no filho para a sua guinada, a Izabel que aprendeu a ficar de bem com todos os seus corpos, o Lucas que se curou de uma doença séria através da atividade física. 

Todos eles, de um tempo para cá, recebem a honrosa companhia da Cora Coralina, do Drummond, do Fernando Pessoa, da Clarice Lispector. Mas -justiça à coerência- têm seus textos selecionados para o blog pelo teor positivo e corajoso de mensagens. Aqui só cabe o que celebra a vida. Não por censura mas por postura!

Assim se aproximam os nossos perennials. Nasceram assim, são assim.

ângela cassiano

2 comentários sobre “Afinal, quem são os perennials

  1. Gostei muito de tudo mas tenho pouco tempo pra ler, alguns videos do YouTube só ouço mas o pouco que li me realizou, amei lembra muito o (Eu sem fronteiras)

  2. Ângela, que maravilha! Uhuuuuuu!!! Três meses de um Blog que de fato cutuca, instiga, provoca. De minha parte a meta 2020 é buscar “permanecer relevante”. E vamos em frente! Bj

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Open chat
1
Olá, quero seguir o seu blog.