PLANO B

PLANO B

por Mariano Lucente

Sofrer

Que dor sentimos no corpo, na alma ou no pensamento quando sofremos. Atire a primeira pedra quem nunca sofreu. Se tiver alguém, aviso, sem ser pessimista ou querer profetizar, sua hora vai chegar.

Nem sempre o mal que nos aflige em determinados momentos da vida representa verdadeiramente um mal. As situações acontecem e temos que saber conviver e aprender com cada momento. Sempre crescemos em momentos difíceis.

Sofremos muito na perda de um ente querido. Reclamamos o porquê Deus fez aquilo conosco, tendo tanta gente ruim Ele nos levou alguém tão bom e tão próximo. Além das escolhas e do livre arbítrio que cada um de nós temos sobre nossos atos e que podem nos levar a escolhas ruins, temos o caminho preestabelecido para essa jornada. Chorar, lamentar, clamar em demasia é ir contra algo maior e isso pode dificultar a passagem dessa alma para um plano superior e mais elevado, fazendo mal a nós mesmos e ao ente que nos deixou.

Bravejamos, amaldiçoamos algumas pessoas, perdemos até amizades quando perdemos nossos empregos. Na maioria das vezes nos sentimos injustiçados e traídos. Será? Devemos analisar cada situação dessas muito detalhadamente e pensar que ninguém é demitido da noite para o dia. A demissão normalmente acontece no dia a dia – qualidade do trabalho, falta de atualização e adaptação aos novos métodos, relacionamento, pontualidade com os serviços, enfim, uma gama enorme de pontos que devemos estar atentos sempre para não termos surpresa. A perda financeira pode ser recuperada, mas a perda de saúde pode ser irreversível.

Choramos, nos desesperamos, acreditamos que a vida vai acabar quando perdemos um grande amor. Que sofrimento é esse que dói muito e parece que não vai passar nunca. Acontece com jovens, adultos e idosos. Não importa o sexo das pessoas pois a dor é a mesma. Não temos vontade de fazer mais nada em nossos dias. Parece que nossa cama é o único lugar do mundo que entende esse momento que estamos passando.

Solidão, que sofrimento doído e triste. Não quero para mim, não desejo para ninguém e sofro conjuntamente com quem vive essa situação. Por que será que as pessoas chegam a isso? Por que será que deixaram suas vidas acabarem assim? O que foi feito de errado? Temos que ter muito cuidado para evitar essa situação.

Existem tantas outras formas de sofrimentos que podem afetar a cada um de nós em cada momento de nossas vidas. Maiores ou menores. Mais sofridas para uns, mais suportáveis para outros, o certo é que todos passaremos por isso e devemos entender que são etapas evolutivas de nossas jornadas.

Plano B proposto com essa leitura é exatamente esse. Aprender e crescer após cada infortúnio que a vida nos ofereceu ou ainda vai nos oferecer. Não somos escolhidos ao acaso e sim por merecimento, tudo na hora certa em que tem que acontecer.

Se a dor te visita o coração, improvisando tempestades de lágrimas em teu campo interior, não te confies ao incêndio do desespero, nem ao gelo da lamentação. Recorda o tesouro do tempo, retira-te da amargura que te ocupa, indebitamente, e trabalha servindo” – CHICO XAVIER

Nos falecimentos de pessoas queridas, devemos acreditar e entender que a missão daquela pessoa terminou e que, em algum momento, esse espírito deverá reencarnar e seguir seu plano de evolução pois essa é a grande verdade. Egoísmo de nossa parte querer impedir esse movimento. Essa ideia me conforta e me faz entender muita coisa.

Podemos aproveitar a oportunidade de perda de emprego para crescer. CRISE e OPORTUNIDADE andam juntas. Faça desse momento uma evolução pessoal e profissional e se desenvolva em todos os sentidos. Não somos os melhores, nem os piores. Somos parte do contexto e devemos sempre estar atentos aos movimentos que se abrem à nossa frente. Grandes empresários, profissionais ou cientistas levaram anos para construir seus patrimônios ou terem suas ideias implantadas e aceitas pela sociedade. O seu sucesso depende mais de suas atitudes positivas do que de seu sofrimento.

Dizem que somente um grande amor pode substituir outro grande amor. Talvez então aí esteja a chave para a felicidade. Vamos nos levantar e nos abrir a conhecer novas pessoas e relacionamentos. Quem sabe, quando menos esperarmos vamos dar de encontro com a felicidade e viver intensamente os minutos que se apresentarão dessa relação. Se a relação não deu certo era porque não era para dar. Temos que pensar que se não era para ser feliz junto com alguém, que possamos ser felizes separados, cada um em outro caminho.

A não ser que condições físicas nos impeçam de lutar, nunca devemos nos entregar à solidão. Há um mundo enorme lá fora e muita gente boa à espera de outras pessoas boas. Levante, recomece e reconstrua seu mundo. Não deixe que a solidão também invada seu coração.

Vamos construir nossas histórias com atitudes positivas, nos cercando de pessoas e coisas boas para deixar mais leves os eventuais sofrimentos que teremos que passar. Para todo mal há cura.

Mariano Lucente (WhatsApp 11.955304623 e makeub156@gmail-com) é engenheiro, administrador, gosta muito de estudar e aprender. Já recebeu muito dessa vida e quer compartilhar conosco suas pequenas ou grandes guinadas, seus recomeços e todas as vezes em que teve que usar um Plano B



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