PLANO B

PLANO B

por Mariano Lucente

Day After
Um dia, mais cedo ou mais tarde teremos vencido ou pelo menos aprendido a conviver de forma mais segura com essa terrível doença que acomete o mundo desde 2019.

Quantas mortes, quanto sofrimento, quantas famílias destroçadas, quanto medo afligiu a todos nós. Quantas mudanças todos nós fomos obrigados a nos adaptar.

Percebemos que não somos nada e que a vida é um fio que temos que segurar e que em algum momento ele vai romper. A vida é frágil. Somos impotentes muitas vezes e isso pode custar nossa jornada.

Observamos que nossas instituições são muito carentes num país continental como o Brasil. Ficaram gritantes nossos problemas de educação, moradia, saneamento e principalmente saúde, tanto na quantidade e estrutura de hospitais e postos de saúde como na existência de equipes de profissionais preparadas para desafios como esse que ora nos afeta.

A classe política e as cabeças pensantes e dominantes em nosso Brasil mais uma vez se mostraram despreparadas e na verdade despreocupadas com a situação da maioria. Muitos apenas buscam soluções que trarão benefícios a eles e aos que deles estiverem perto.

O Plano B sugerido para todos é que comecemos a pensar hoje, e profundamente, no dia seguinte a isso tudo. Como ficaremos após a tempestade? Como podemos ajudar e contribuir com essa grande reforma? Muitas grandes mudanças começaram com pequenos passos.

De cara e, de uma vez por todas, parar de pensar que a solução depende sempre dos outros. Somos parte disso tudo e temos nossa lição de casa a fazer: já!

Nossa área econômica deverá buscar e implementar soluções que recuperem a maioria dos empresários e trabalhadores afetados com a crise. Implantar reformas tributárias, administrativas e sociais que ajudem e permitam um processo de reconstrução.

Os responsáveis pela saúde têm a obrigação de aprender com essa experiência e iniciar uma reforma ampla, geral e irrestrita na saúde, aumentando, equipando e preparando todas as unidades de saúde em cada rincão existente. Trabalhar sempre no sentido da ciência e em parceria com centros e organizações mais avançadas. Não iremos parar por aqui. Evoluções, alterações de vírus, bem como novas ameaças seguirão atacando os povos.

No âmbito da educação, já tão combalida, quanto trabalho terá que ser feito para recuperar anos perdidos e que afetarão principalmente as crianças mais carentes e também outras categorias de pessoas. Educação é um dos caminhos mais importantes para o desenvolvimento de uma nação.

Paralelamente e também muito importante vai ser a recuperação mental, psicológica, e social das pessoas que tiveram perdas de entes queridos ou outras formas de danos em suas vidas e daqueles que foram contaminados pela COVID-19 e sofrerão com sequelas de diferentes tipos. A saúde mental é de suma importância e base para que todos os outros esforços que necessitamos fazer possam se concretizar.

Que as medidas de isolamento social, utilização de máscaras e anteparos de proteção, manutenção do uso de álcool gel e outros antissépticos continuem sendo procedimentos utilizados por todos para evitar a contaminação e a proliferação de males que nos acometem no dia a dia (gripes, rinites, problemas respiratórios). Países, principalmente os orientais têm essa cultura e utilizam protocolos preventivos e nós devemos importar o que é bom e traz resultados positivos.

Devemos apoiar, nos integrar e incentivar as atividades do terceiro setor (ONGs e órgãos de apoio às comunidades). São essas pessoas que muitas vezes estão levando o básico e o mínimo para a sobrevivência de muitos. A luta é árdua e deverá ser crescente e constante. A solidariedade é uma grande ferramenta que podemos utilizar.

Tanto os ambientes públicos como nossas próprias residências deverão passar por vigilâncias extremas no sentido de combater as contaminações. Cuidados com os transportes públicos, locais de grandes aglomerações passando pela higienização das embalagens, utensílios e alimentos que adentram nossa casa tendem a aumentar as barreiras e diminuir novos surtos e pandemias.

Torço para que, dessa leitura, mais do que concordâncias ou não, surjam muitas outras ideias para levar adiante esse Plano B que me parece vital.

A plantação será facultativa a cada um, porém a colheita será obrigatória. Ter esperança sempre e acreditar que nada é por acaso


Mariano Lucente (WhatsApp 11.955304623 e makeub156@gmail-com) é engenheiro, administrador, gosta muito de estudar e aprender. Já recebeu muito dessa vida e quer compartilhar conosco suas pequenas ou grandes guinadas, seus recomeços e todas as vezes em que teve que usar um Plano B.





2 comentários sobre “PLANO B

    1. Penso que devemos refletir o motivo pelo qual estamos passando por tudo isso, ou seja, qual nossa responsabilidade individual e principalmente quais mudanças de conduta precisamos ter para passarmos com aprendizado e conhecimento. Os momentos de tormenta trazem mais aprendizado do que momentos de tranquilidade.

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Olá, quero seguir o seu blog.