PLANO B

PLANO B

por Mariano Lucente

Desapego

Repare bem no ambiente que você vive e até mesmo onde trabalha. Quanta coisa nos cerca. Creio que todos somos um pouco acumuladores, desde a infância até o final de nossos dias nessa jornada. Será que isso é bom? O que ganhamos com isso ou o que perdemos? Vamos refletir juntos sobre o tema. Desprender-se. Me incluo totalmente e espero conseguir implantar atitudes positivas.

Ponto de partida: nossos guarda-roupas. Quantas calças, vestidos, sapatos, casacos e blusas estão guardadas (arrumadas ou não)? Quando foi a última vez que usamos cada uma dessas peças? Mas pense quantas vezes colocamos algumas delas e pensamos – hoje não, talvez um outro dia,  quantas coisas compramos por impulso e sem a real necessidade daquilo. Analise quanto espaço sendo utilizado e que além de tudo nos obriga periodicamente a tirar tudo do lugar, limpar e guardar novamente.

Tantas pessoas poderiam fazer melhor uso disso tudo e tanto melhor nos sentiríamos em saber que estamos ajudando o próximo. Isso é um exercício de caridade e humildade que trará benefícios a todos.

“Meus discos e livros e nada mais”… Na música, a frase é muito verdadeira, mas e no nosso dia a dia? É bonito ter livros nas estantes e discos em nossas gavetas, mas vale pensar se esse é -e deve ser- o destino final de cada um deles. Um bom livro é aquele que é lido, relido e passado adiante para que outras pessoas conheçam as histórias, aumentem seus conhecimentos, viagem nos textos e mantenham essa roda girando. A mesma situação ocorre com nossos discos.

Devemos ter o costume de passar adiante essas informações. Tenho uma cunhada chamada Elisabeth que faz isso com frequência – deixa seus livros nos bancos de metrô, no lado de fora de sua casa em algum lugar protegido e ao alcance de terceiros, sempre com a esperança de que seja útil para alguém e que essa rotina seja mantida e o conhecimento seja levado adiante. Instituições e asilos podem fazer melhor uso desse material.

Esses exemplos se aplicam a brinquedos, utensílios domésticos e principalmente alimentos. Devemos ter como princípio lutar sempre contra o desperdício. O que parece pouco e sem utilidade para nós pode ser de grande valia para outros.

Roupas, livros, utensílios guardados carregam suas próprias energias (alguns vindo de geração para geração) e isso pode concorrer com as energias de cada um. Nem sempre os resultados são positivos podendo gerar ambientes carregados e pessoas infelizes.

O Plano B proposto hoje é o desapego das coisas materiais que podemos abrir mão. De forma similar, abrirmos nossas caixas e gavetas internas (mente e coração principalmente) e efetuarmos uma transformação desses espaços e de nossos espíritos.

Vamos nos desapegar de pessoas que não contribuem para o bem, deixar de seguir aqueles que só postam comentários e fake news, excluir os negativistas.

Vamos tirar todas as mágoas, rancores, dores, experiências negativas e abrir espaços para coisas novas. Aqueles amigos que nos magoaram já ficaram para trás. Temos dois caminhos a seguir: procurar essas pessoas e realmente resolver essas mágoas e mal entendidos ou colocar uma pedra definitivamente no assunto e seguir em frente. As mágoas e os sentimentos de raiva fazem muito mal para quem os sentem e nada naquelas pessoas em que estamos pensando.

Devemos valorizar as pessoas que amamos e que estão ao nosso lado e os bens que realmente necessitamos para uma vida serena. Amar é deixar a pessoa livre. É cuidar, é carinho, é reciprocidade. Não somos propriedade ou donos de ninguém. Liberdade de ações e sentimentos acima de tudo.

Podemos lembrar de nossos entes que partiram sempre com muito amor e deixar de sofrer pelos motivos que os levaram. Isso fará melhor a eles do que a nós mesmos. Vamos deixar que sigam a jornada a eles estabelecida pela força maior (eu acredito nisso) e pedir que seus caminhos sejam iluminados. Eles estarão, de uma forma ou de outra, sempre próximos de nós e um dia nos encontraremos novamente.

Não levaremos nada e não seremos julgados pelas riquezas que construímos, apenas pelos atos que cometemos. Para que possamos iniciar novas etapas precisamos concluir outras para não perder o foco no qual precisamos viver.

Mariano Lucente (WhatsApp 11.955304623 e makeub156@gmail-com) é engenheiro, administrador, gosta muito de estudar e aprender. Já recebeu muito dessa vida e quer compartilhar conosco suas pequenas ou grandes guinadas, seus recomeços e todas as vezes em que teve que usar um Plano B.

2 comentários sobre “PLANO B

  1. Falou tudo Mariano. Desapegar do que nos faz mal; do que não nos faz crescer; do que nos entulha a vida; nos acorrenta, nos limita, do que nos faz abrir mão da nossa essência
    Desapegar exige consciência e coragem de dar um passo para dentro de si.
    Amei o texto. Gratidão

  2. Mariano,
    Guri do bem!
    O Plano B de hoje, lido e relido, mexeu com o meu “eu”.
    Sou um colecionador de diversos itens, galinhas de vidro, apitos, chicáras de chá, Cristais LALIQUE etc., mas um grande “acumulador “.’
    Estou em pequenas férias no Imbé, litoral norte, mas no meu retorno, darei início ao “desapego” de diversos utensílios.
    Obrigado por mecher muito comigo.
    Abraço muito forte extensivo a Marly.
    Gerson

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Olá, quero seguir o seu blog.