Plano B

Plano B

por Mariano Lucente

Viver em sociedade
O que é viver em sociedade? Será que realmente sabemos fazer isso? Parece uma atividade fácil, mas na verdade é bem mais complicado do que parece.

Sociedade é uma associação entre indivíduos que compartilham valores culturais e éticos e que estão sob um mesmo regime político e econômico, em um mesmo território e sob as mesmas regras de convivência. A sociedade não é um amontoado de indivíduos, mas um sistema organizado deles e ordenado em uma estrutura social, com um arcabouço normativo e com instituições formais e informais (Estado, família, Igreja, escola)— que ensinam esse repertório de prescrições, fomentam a unidade cultural, punem a transgressão das regras, socializam os indivíduos, definem uma gama de papéis que eles podem desempenhar e mantêm a coesão social, econômica e política”.

Alguns dias atrás, estava no portão de minha casa logo cedo para colocar o lixo orgânico. Coincidentemente, um vizinho estava fazendo a mesma coisa. Quando ele foi colocar seu lixo, notou que a vizinha havia deixado o dela uns 10 cm sobre a linha que divide as calçadas entre as duas casas. Aquele vizinho que se sentiu invadido, olhou para os lados e vendo que ninguém o observava (não me viu), empurrou de volta o lixo para a calçada. Era necessário?

Nessa mesma rua onde vivo, por sorte e com a graça de Deus, existem árvores plantadas. São lindas, importantes e necessárias, mas trazem um problema natural que é a queda de folhas e flores. O benefício é de todos nós e a responsabilidade pela varrição também. Em particular, duas moradoras de residências que têm árvores plantadas em suas calçadas quase nunca varrem seus espaços e, quando o fazem, limpam as calçadas e despejam todos resíduos nas guias, trazendo problemas aos outros moradores quando venta ou chove.

Quantos de nós, principalmente nesse período em que estamos vivendo, oferecemos ajuda aos nossos vizinhos? Será que não teria sido necessário e oportuno, principalmente para aqueles mais idosos e que vivem sozinhos? Quem de nós já ofereceu seu número de telefone aos seu vizinho? Quem sabe o nome de cada um deles?

Quantas vezes reparei na atitude de pessoas que pegam o elevador e mesmo escutando passos próximos não se preocupam em verificar se poderiam esperar alguns segundos e dividir aquela rápida jornada. Quantas vezes notei pessoas dentro dos elevadores absortas em seus celulares e que nem olham para outras que compartilham aquele espaço. O desejo de um bom dia é sempre bem-vindo.

A utilização de transportes coletivos é digna de nota. As pessoas não respeitam qualquer ordem de chegada ou sentido de preferência na entrada e saída desses coletivos, sem contar o desrespeito quanto a utilização dos assentos destinados aos idosos, portadores de necessidades especiais e mulheres grávidas ou com crianças no colo. É vergonhoso como jovens e algumas pessoas se “fazem de mortos” para não ceder seus assentos.

Apesar de não ter nenhum pet nesse momento de minha vida, adoro a convivência com esses animais de estimação. Muitas vezes, em vários espaços comuns noto a existência de sujeiras advindas das necessidades desses animais. Será que é muito difícil cada um recolher e destinar corretamente essas sujeiras? Por que temos que dividir isso com outras pessoas? Não gosto de cigarro e respeito os que gostam, querem ou necessitam desse vício, mas não sou obrigado a conviver com bitucas de cigarro espalhadas pelo chão.

Outro ponto importantíssimo é a utilização das vagas de estacionamento. Todos sabemos que cada dia é mais difícil estacionarmos em nossas ruas: zona azul, guias rebaixadas e principalmente carros mal estacionados, ocupando mais de uma vaga e com seus proprietários não se preocupando com o próximo. Aproveitando que estamos falando de veículos, execrável as atitudes de motoristas e passageiros que jogam lixos pela janela de seus veículos aleatoriamente.

Respeito as leis de trânsito, leis de silêncio, descarte de lixos em locais adequados, consumo de água e energia são alguns outros pontos que precisam ser revistos por cada um de nós entre tantos outros.

A violência contra pessoas e animais deve ser eliminada e combatida por todos em qualquer uma de suas formas. Estamos no século 21 e fatos assim têm que ser banidos de nossa sociedade.

Podemos e devemos ter atitudes que ajudem a sociedade a ser melhor. Gentileza gera gentileza, sempre bom lembrar. Independente dos problemas de nossas estruturas políticas e governamentais, temos que fazer a nossa parte.

Não quero pensar em um novo normal. O Plano B proposto é criarmos uma consciência totalmente nova que busque o bem estar coletivo em primeiro lugar. Quando temos uma comunidade evoluída, todos ganham e crescem com isso. Que possamos ser mais cumpridores de nossos deveres, justos, humanos, caridosos e participativos. A proteção de nossa saúde não trará benefício somente para nós mas também para aqueles que estiverem ao nosso redor.

Não importa qual seja sua atitude. Faça bem feito e de uma só vez. Se cada um contribuir com a melhora de suas atitudes e de seu espaço, o mundo se tornará um lugar melhor para se viver.

Mariano Lucente (WhatsApp 11.955304623 e makeub156@gmail-com) é engenheiro, administrador, gosta muito de estudar e aprender. Já recebeu muito dessa vida e quer compartilhar conosco suas pequenas ou grandes guinadas, seus recomeços e todas as vezes em que teve que usar um Plano B.

2 comentários sobre “Plano B

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