PLANO B

PLANO B

por Mariano Lucente

Conciliação

Esta história é baseada em fatos reais e estaremos utilizando codinomes para preservar a identidade das pessoas envolvidas. O tema de hoje é composto inicialmente de duas vidas. De um lado Merula, catarinense e vivendo em São Paulo há muito tempo. Do outro, Tárik, descendente de árabes e paulista de nascimento.

Nossos personagens, de famílias com situações financeiras estáveis, estudaram em escolas tradicionais e normalmente frequentavam as mesmas festas, lugares badalados da cidade e tinham até alguns amigos em comum.

O tempo foi passando e a aproximação entre eles foi ficando cada vez mais forte. Ela se formou em Nutrição e ele em Direito.

Com o compromisso de serem felizes para quase sempre, visto que a felicidade é um estado passageiro -não somos felizes, estamos felizes em determinados momentos de nossa vida- avançaram no compromisso e depois de dois anos de namoro e noivado, se casaram.

O início da vida do casal ocorreu dentro da normalidade. Ambos trabalhavam, conquistaram seus patrimônios e tiveram duas filhas – Catarina e Sophia.

A rotina do dia a dia, aliada a problemas de stress, trabalho, planejamento, certo distanciamento amoroso, começou a causar turbulência nessa relação de alguns anos. O clima já não era mais o mesmo. O encantamento parecia cada vez mais distante e até reações de ciúmes em função dos filhos começaram a ser tema de discussões entre o casal.

Muitas tentativas foram feitas no sentido da continuidade do matrimônio e da manutenção do núcleo familiar, todas em vão.

O respeito e a educação sempre existiram, mas o desgaste culminou com o rompimento e a saída de casa, por parte de Tárik. Essa ação mexeu muito com todos e uma das filhas foi obrigada a passar por sessões de psicoterapia e realizar um tratamento de médio prazo.

Começava aqui uma batalha por guarda dos filhos, divisão de patrimônio e outras picuinhas comuns em todas as separações. A infelicidade era vista no semblante de cada um.

Por sorte e com muito bom senso e apoio de familiares e amigos, o casal optou, ao invés do litígio desgastante e prejudicial a todos, por um Plano B de conciliação e avença entre eles.

Graças ao entendimento de ambos, muita coisa foi evitada como gastos desnecessários com advogados, mais stress e tristeza para os familiares e uma sensação de que nada teria valido a pena.

Hoje, Merula e Tárik, independentemente de qualquer coisa, encontram-se em alguns eventos familiares e o respeito entre eles é grande. Todos envolvidos entenderam que, se eles não podiam ser felizes juntos, deveriam ter a oportunidade de tentar seus caminhos separadamente.

O relacionamento entre pais e filhos talvez seja maior pois cada um, aproveitando seu tempo, busca o melhor para esses momentos. Entendendo que o amor dos pais é sempre verdadeiro e que busca o melhor, ambos se respeitam ainda mais.

Sem querer medir forças e trazendo um pouco da cultura popular, realmente é melhor um bom acordo que um péssimo litígio.

Que nos casamentos e em outras relações humanas possamos entender a força do bom sentimento e dos resultados que isso traz a todos.

Mariano Lucente (WhatsApp 11 955304623 e makeub156@gmail-com) é engenheiro, administrador, gosta muito de estudar e aprender. Já recebeu muito dessa vida e quer compartilhar conosco suas pequenas ou grandes guinadas, seus recomeços e todas as vezes em que teve que usar um Plano B

Um comentário em “PLANO B

  1. Mariano sempre muito atual e keve em seus contos.
    Certa vez em um curso sobre a vida, meu professor nos disse que nossa única missão na Terra é sermos felizes. Também acredito porque sendo felizes, emitimos essa energia para o Cosmo e atraímos energias e pessoas afins. Colaboramos com o entorno e aprumamos nossa vida.
    Na vida tudo é um ciclo, precisamos saber desapegar e agradecer os que fecharam, pois deram certo e foram necessários para abertura dos novos É isso Má. Planos B existem graças a Deus Parabéns.

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Olá, quero seguir o seu blog.