LEIA! COM REINALDO STUHLBERGER

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Diariamente no caminho ao trabalho passo pelo tunel que liga a dr Arnaldo à av. Paulista. Como todos percebem, a quantidade de drogados vivendo ali sem qualquer dignidade, asseio ou perspectiva só aumenta. Quando são obrigados a se moverem devido à limpeza feita por caminhões pipa da imundície que causam com restos de comida ou dejetos, movimentam-se para uma praça abandonada nas proximidades para retornar assim que o local começa a secar. Cada vez vemos mais locais em vários bairros com esse mesmo problema. Já evitamos algumas ruas da cidade por medo desses grupos que parecem buscar proteção vivendo coletivamente. 

Solução? Boa pergunta. 

Movido por essa curiosidade, presente em quase todos os países, Johann Hari, o autor suíço inglês resolveu investigar situações e principalmente políticas públicas as mais variadas, (Na fissura, uma história do fracasso no combate às drogas, Companhia das Letras, 528 páginas).

Passando por países como sua Inglaterra, Estados Unidos, Suíça, Brasil, México, entre outros, Johann analisa essas políticas e seus resultados. Países que  submetem o dependente a um confinamento forçado, outros que permitem o livre uso em locais específicos fornecendo até seringas de modo a evitar um mal maior como a propagação de outras doenças mais mortais. Há os que dão apoio psicológico além de fornecer a droga de modo a eliminar o traficante e a droga adulterada e mais tóxica. Essas são somente algumas das tentativas de diminuir o mal que aflige tantos usuários. Variantes de tratamentos as mais diversas são analisadas e a leitura que poderia ser tão deprimente, torna-se uma pesquisa onde torcemos sempre por uma solução definitiva. Quem não enxerga usuários como bandidos, mas pessoas que em algum momento difícil da vida se perderam nessa busca por alívio, vai conhecer tratamentos os mais surpreendentes visto que nenhuma solução usual ainda teve sucesso. Assim como o problema do aquecimento global, da falta de educação, da diferença econômica, este também está cada vez mais perto da nossa vida diária. Chegará o dia em que seremos obrigados a viver enclausurados em casa mesmo quando a pandemia passar?

Em tempo, e finalmente, foi lançado o 7* e último livro de Crônicas de Clifton de Jeffrey Archer, “Eis aqui um homem” , coleção que comentei numa coluna passada. Quem gosta de saga familiar inserida nos acontecimentos do século XX, pode agora se entreter com a saga completa. 

Reinaldo Stuhlberger (whatsapp 97622-6185) adora literatura e cinema. É engenheiro, faz windsurf, bicicleta e vai comentar as suas leituras conosco.

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