Leia! com Reinaldo Stuhlberger

Leia! com Reinaldo Stuhlberger

É preciso ser muito fã de um escritor para embarcar numa série de sete livros sequenciais que são publicados um a cada ano. Foi assim por exemplo com os três de Ken Follett -O Século, com os seis de Maurice Druon -Os Reis Malditos – e tem sido assim com o já sexto dos sete previstos de Jeffrey Archer da série As Crônicas de Clifton (Ed. Bertrand Brasil).

Ainda não tive coragem para iniciar a série Em busca do tempo perdido, dos quais só assisti alguns episódios no cinema. Diferentemente do que dizem da lentidão dos livros de Proust, essa coleção inglesa do Jeffrey Archer é tão cativante que se devora em uma semana cada um. E cada exemplar iniciado e terminado não parece parte de uma série interrompida, ou seja, terminam como uma estória completa, e não como uma novela televisiva em que um tiro de revólver está a caminho de seu alvo ou uma porta é aberta mas não se sabe quem vai entrar até o dia seguinte.

Devo ter incomodado muito alguns vendedores das lojas de livros pois passei anos perguntando se já tinha chegado o até então  último editado. 

A coleção trata da vida de Harry Clifton desde o início dos anos 20, sua infância pobre com pai desconhecido, o esforço da mãe por sua educação, a união com a rica família Barrington depois de ganhar uma bolsa de estudos, a administração da empresa de navios cargueiros e posteriormente de passageiros. Enfim, toda uma série de aventuras passando por vários episódios como a segunda guerra, os gulags comunistas, as disputas entre trabalhistas e conservadores na Inglaterra ao longo desses anos e vários outras. Não vou resumir cada episódio, quem são os bandidos, já que os mocinhos já contei, mas é essencial dizer que a leitura é tão fácil que mesmo após um dia de trabalho fico ansioso por chegar em casa para continuar a saga. 

Pena ter que esperar mais um ano para ler o sétimo livro já que o sexto (É chegada a hora, 468 páginas) acabou de ser lançado no Brasil

Sorte dos que têm paciência para aguardar a coleção toda à venda para ler de uma só vez, ou talvez azar pois devem se desmotivar por ter que enfrentar duas mil páginas de uma só vez. 

Algum dia preciso ter coragem para iniciar a saga de Proust. Ainda bem que ele não vai lançar uma continuação. 

Reinaldo Stuhlberger (whatsapp 97622-6185) adora literatura e cinema. É engenheiro, faz windsurf, bicicleta e vai comentar as suas leituras conosco.

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