LEIA! COM REINALDO STUHLBERGER

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Ken Follett é daqueles escritores que nos proporcionam diversão garantida. É como um filme do Martin Scorsese ou do Coppola. Basta o anúncio e as abelhas correm para o mel. Se pintor fosse, eu suspeitaria que trabalha como Rafael ou alguns outros igualmente famosos, que tinham suas telas completadas por seus discípulos, tal a quantidade de livros publicados em tão pouco tempo. 

Após lançar “Os Pilares da Terra” em 89, Ken Follett atingiu a popularidade de um superstar; já tinha lançado muitos livros ótimos de suspense e espionagem no correr de vários anos mas atingiu outro patamar então publicando ficções históricas. Lançou posteriormente dois outros livros nesses mesmos moldes e agora O Crepúsculo e a Aurora. Como escrevi, continuou também lançando nesse ínterim diversos titulos de espionagem além de três livros “grossos” contando a história do século XX através da saga de cinco famílias. É realmente incansável. 

Marina, uma arquiteta que trabalhava em nosso escritório e com quem mantenho contato, é também uma amiga leitora com quem troco sugestões. Nem bem aparece anúncio com novidade do escritor, corremos para ver quem é mais antenado e chega primeiro. Tenho ficado com dó dela, pois tem tido dificuldades nas suas prioridades: dois filhos pequenos, o trabalho e várias mudanças de residência têm impedido que se concentre nessa espécie de competição divertida. 

O Crepúsculo e a Aurora (editora Arqueiro, 763 páginas) trata essencialmente da vida dos dois personagens principais no final do século X, Edgar e Ragna. Ele, um pobre construtor de  barcos inglês que se transformará em um próspero construtor de igrejas, ela uma nobre e rica francesa normanda. Vão viver aventuras na Inglaterra após Ragna ter decidido se casar com Wilful, um nobre inglês com irmãos diabólicos.  Personagens distintos como monges, bispos, escravos, estalajadeiros, o rei, e outros vão ser coadjuvantes. O problema é que nesta estória, percebemos várias falhas como por exemplo um cachorro companheiro que parece bem importante mas é praticamente esquecido e um dia morre de velhice, a importantíssima opção de Ragna para manter a guarda de seu último filho ao invés da partida com o seu grande amor para, pouquíssimo tempo depois, abandoná-lo  numa nova chantagem do mesmo segundo marido. Muitas outras se apresentarão. 

Não é motivo ainda para perdermos a fé neste grande escritor. Seu rating lhe dá créditos para muitas novas aventuras. Talvez deva escrever um pouco mais pausadamente para que personagens não sumam, não sejam piores do que um demônio ou ainda para que leitoras como a Marina não digam que não encontraram o grande aha! da estória. 

Reinaldo Stuhlberger (whatsapp 97622-6185) adora literatura e cinema. É engenheiro, faz windsurf, bicicleta e vai comentar as suas leituras conosco.

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