A IDEIA É DISTRIBUIR!

A IDEIA É DISTRIBUIR!

 por Denise Fracaro 

Quem aciona o botão da mudança na sua vida?

Para mim, até a maioridade, esse agente foi meu pai. Ao sair de casa com 21 anos, imaginava ter conquistado a minha independência e ter assumido o comando da minha estória. Sim, só que não por muito tempo…

Até um belo dia, quando eu estava já com mais de 40 anos, três filhas, um casamento tranquilo, lá vem minha mãe de mansinho, suave e gentil e, com uma única pergunta, buuummm mudou tudo de novo na minha vida.

Que poder tem as mães! Que ferramenta mágica de mudança é a pergunta! (Tenho uma série de 30 lives sobre isso). E que pergunta foi essa, afinal?

“Por que você não faz reiki nela?” Como assim, eu não sou reikiana!

Vou situar um pouco: estávamos na praia para as festas de final de ano. Minha filha do meio estava cheia de dores ‘estranhas’ e eu pedi à minha mãe para lhe fazer um benzimento (na minha família, benzer era algo muito comum). Entretanto, para minha surpresa, além de não benzer Maria Clara, sua afilhada, minha mãe me devolveu a bola com um sonoro ‘se vira aí!

Nessa época, minhas três meninas eram pequenas e, desde o nascimento da primeira, eu tinha parado de trabalhar no mundo corporativo. Essa foi outra mudança das grandes: ano de 2001, as Torres Gêmeas caindo em Manhattan, eu me mudando para Nova Iorque, deixando um emprego de 10 anos como Gerente de Marketing na Riachuelo e um ótimo salário. Vida nova, tudo novo, longe de todos.

Mas voltando ao momento da pergunta… O que aconteceu de verdade? Essa pergunta abriu muitas portas na minha vida, na verdade, me abriu para um novo mundo.

Voltando das férias na praia, não descansei enquanto não encontrei um bom curso de reiki. Apesar de parecer óbvio para minha mãe que eu era reikiana, antes daquele dia, eu nunca tinha considerado essa hipótese. Eu gostava muito de receber reiki e fazia isso semanalmente com uma terapeuta maravilhosa que foi – e ainda é – uma grande inspiração para mim e fonte de muito aprendizado, Simone Lucena.

Enfim, fiz o curso de reiki nível 1, logo o nível 2 e, na sequência, o 3 sem perder tempo algum. Apaixonei. Comecei a aplicar nas meninas sempre que apareciam sintomas – era suave e eficiente.  

O primeiro adulto fora de casa que atendi foi minha sogra e, devo confessar: foi um susto, intenso. No período de um ano, ela tinha quebrado a costela, o maxilar e o pé, não lembro se nessa ordem. Eu me ofereci de ir à casa dela aplicar reiki com a certeza de que haveria duas possibilidades de resposta: 1- ‘reiki, o que é isso?’ ou 2- ‘obrigada, não precisa’.

Para minha surpresa, ela aceitou imediatamente. No primeiro atendimento, percebi muitas coisas na casa dela, energias estranhas, interferências e muita informação. Acredito ter entrado naquele espaço quântico onde as informações vêm em pacotes completos: um segundo traz uma estória inteira cheia de detalhes. Foi muito forte e eu não tinha noção de que poderia ter acesso a isso tudo.

Mais uma chave virou nesse dia.

Comecei a atender na ONG onde eu já trabalhava dando aulas de português e inglês para a criançada. Foram quase 4 anos atendendo as assistentes sociais, alguns funcionários e crianças – o que eu considero meu estágio não remunerado. Fui incorporando mais ferramentas à medida que fazia novos cursos e ampliando o potencial de mudança na vida das pessoas.

Foram muitos cursos: vários de cura quântica estelar, aromaterapia, cristais e, mais recentemente, Barras de Access. Sigo estudando sempre, lendo muito, escrevendo. Criei um blog (www.reikiquantico.com) para divulgar mais amplamente meus conhecimentos. Criei um canal no Youtube (Denise Fracaro) para colocar essas ferramentas em vídeo e facilitar mais mudança.

Durante esse estágio na ONG, começou a surgir a confiança e a vontade de atender clinicamente. Eu chamo isso de “coceira” e acontece de vez em quando: essas vontades que vem não sei de onde são como uma coceira, algo que não sossega, não passa enquanto a energia não for usada para criar, para transformar.

Porém, como cobrar, quanto cobrar? Seria um dom, seria uma ocupação? Qualquer um pode fazer reiki, mas as sessões nunca seriam iguais. Visitei várias clínicas e levei muitas portas na cara. Várias puxadas de tapete também. A competição e o ciúme nesse mundo terapêutico podem ser tão cruéis como em qualquer outra área. Alguns diziam que não se pode cobrar por um ‘dom’ e me julgavam. E todos os cursos e estudos e tempo dedicado não valem nada? E o conforto, café, cobertor quentinho, aluguel do espaço, materiais, óleos essenciais, incenso, o meu tempo ali 100% disponível – nada disso tem valor?

Interessante ponto de vista.

Mais uma barreira vencida. Hoje entendo que muitas dessas ideias são crenças limitantes e sequer me pertenciam. Se posso viver fazendo o que mais amo, por que deveria me dedicar a uma área diferente para pagar as contas e ficar sem tempo para me dedicar ao que realmente me traz alegria e satisfação?

Sim, qualquer pessoa pode fazer reiki, barras, terapia. Requer investimento, estudo e treino. Porém, terapia também é um dom. Qualquer pessoa pode pintar um quadro. Quantos conseguem captar a luz e acessar a alma das pessoas através da arte?

Quando virá a próxima mudança? Como e em qual direção será?

Algo já está em curso. Com a pandemia, me veio mais uma coceira daquelas para trazer mais leveza para mais pessoas: ‘eu escolhi’ colocar a minha cara e minha voz na tela e me expor. Escrever para o blog é uma atividade que realizo quieta no meu cantinho particular – amo isso! Criar vídeos, falar para muitas pessoas e receber críticas e tudo o mais que vem junto é um nível de exposição que, apenas ano passado, seria impensável para mim.

Porém, o conhecimento que adquirimos através de estudo e das canalizações não serve apenas para nós. Reservar esse material para poucos não ajudará a humanidade a passar por essa fase de desafios. A ideia é distribuir!

A vida é feita de fases, de mudanças e adaptações. Os sinais vão chegando por entregadores diferentes e quem tem olhos para ver, quem tem ouvidos para ouvir, saberá o que fazer. Eu poderia ter ignorado completamente a sugestão da minha querida mãe. E tudo seria diferente hoje.

Assim vou seguindo a vida, sigo os sinais, sigo a energia. Onde vou chegar? Não tenho a menor ideia. Estou muito satisfeita de estar cumprindo com o meu propósito de vida – ser um agente de transformação de vidas – e ainda ter tempo de qualidade com a família.

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